tag:blogger.com,1999:blog-78421635656132094492015-01-05T23:06:25.641-02:00Parei de FumarPaula Corujahttps://plus.google.com/104451115331023050944noreply@blogger.comBlogger49125tag:blogger.com,1999:blog-7842163565613209449.post-90841400963653668672014-06-13T11:19:00.002-03:002014-06-13T11:19:34.371-03:00O Futuro do CigarroOlá, pessoal!<br />Hoje temos a ótima contribuição do Paulo Augusto Sebin, em uma matéria que aborda desde o apelo das propagandas de cigarro até o início dos anos 2000, até dicas sobre como parar com esse vício maledeto.<br /><br />Confere aí:<br /><br /><br /><i>Houve um tempo que fumar era mais do que o ato de inalar fumaça. Na verdade, era até charmoso. Os homens se sentiam mais homens, diferentes. Pura ilusão. Pobres pessoas que foram convencidas pelas propagandas e marketing de décadas passadas que fumar era o que estava na moda. </i><br /><i><br />Eu ainda lembro-me das propagandas televisivas lá na década de 1990, onde eram exibidos homens elegantes ou estilo cowboy, sempre com bons carros e acompanhados por lindas mulheres vivendo aventuras. Qual criança ou adolescente não imaginou, ao menos uma vez, fumando um cigarro para ser aceito na sociedade?</i><br /><i><br />Desde 2000, pela lei Antifumo, essas propagandas são mais restritas no Brasil. Rádio e TV são proibidas de vincular propagandas sobre o cigarro. Só é permitido com cartazes em ambientes fechados, como bares, por exemplo. De acordo com a<a href="http://memoria.ebc.com.br/agenciabrasil/noticia/2013-05-28/restricao-de-propaganda-de-cigarro-levou-33-dos-brasileiros-deixarem-de-fumar-diz-pesquisa" target="_blank"> Agência Brasil</a>, desde a regulamentação dessa lei, um a cada três brasileiros já conseguiram parar de fumar. E há ainda quem diga que o marketing não influencia nas decisões das pessoas.</i><br /><i><br />Com essas informações significa que o cigarro está com seus dias contados? Absolutamente, não. Depois de tantas restrições de propaganda, as fabricantes conseguiram lançar produtos mais atrativos justamente para os jovens. Hoje é possível encontrar cigarros com sabor, colocando um composto químico que libera um sabor característico, como morango, maçã, uva, hortelã, entre outros. Já presenciei muitos amigos entrando no mundo do cigarro por conta disso.</i><br /><i><b><br />Um caminho sem volta?</b><br />Não importa quantos dias, meses ou anos uma pessoa tenha o costume de fumar. A partir do momento que o organismo se torna dependente da nicotina, sendo essa apenas uma das centenas de substâncias perigosas, parar de fumar se torna um sofrimento.</i><br /><i><br />Baseado em um artigo sobre <a href="http://saboreiereceitas.blogspot.com.br/2014/05/como-parar-de-fumar.html" target="_blank">como parar de fumar</a>, muitas pessoas se perguntam ainda por que é tão difícil largar o cigarro. A razão é simples. </i><br /><i><br />Em cada inalada de fumaça, as moléculas da nicotina entram pelas vias aéreas, chegam até os alvéolos, que são pequenas bolsas não visíveis ao olho nu, responsáveis por enviar as substâncias para a corrente sanguínea. Sua missão é enviar, claro, gás oxigênio e remover os gases de carbono. </i><br /><i><br />A partir do momento que a nicotina entra na corrente sanguínea, em poucos segundos chega ao cérebro. Lá, a substância se aloja nas células (neurônios) centrais, que são justamente responsáveis pelo prazer no ser humano. </i><br /><i><br />A nicotina permanece no organismo por aproximadamente duas horas. Por isso, em muitos casos, não demora muito para que haja uma vontade e necessidade de fumar novamente, pois é o cérebro que está muito dependente.</i><br /><i><br />Mas se pretende parar de fumar, como prosseguir?<br />De acordo com o médico Drauzio Varella, famoso pelos seus quadros no programa Fantástico, da Rede Globo, há algumas metodologias importantes que podem auxiliar nesse processo.</i><br /><i><br />- Força de vontade: o primeiro e mais importante passo. O dependente da nicotina precisa ter a ampla consciência de que chegou a hora de parar. Infelizmente esse desejo de parar de fumar acontece somente após algum problema de saúde.<br />- Alimentação: quando uma pessoa tenta parar de fumar um dos sintomas é a ansiedade. Com isso, a pessoa fica mais nervosa e inquieta, além de querer comer a todo instante. Consumir regularmente cenoura e maçã, por exemplo, são alimentos que auxiliam na ansiedade. Coma em pequenas porções, várias vezes ao dia.<br />- Atividade física: queimar calorias, soar e estimular a produção de adrenalina são eficazes na desintoxicação do organismo. Por isso, se pretende parar de fumar, é hora de sair do sedentarismo.<br />- Café e Erva Mate: essas bebidas são ricas em cafeína, outra substância viciante e que estimula a vontade de fumar. Evite o consumo. Não precisa necessariamente abandonar pelo resto da vida, mas enquanto estiver na luta de parar de fumar realmente é importante evitar.<br />- Medicamentos: há remédios e fitas que se aplica na pele. Esses medicamentos não fazem milagres. Claro que ajudam, mas muitas outras ações como as descritas acima são mais eficazes. Sempre consulte um médico antes de usar qualquer tipo de remédio que atuam no vício a nicotina.</i><br /><i><br />E o futuro?<br />Claro que muitas pessoas desejam que o cigarro um dia se torne uma “peça de museu”. Mas ainda está longe disso. Apesar de muitas campanhas para evitar o consumo do cigarro, ainda há jovens que estão consumindo e se entregando a esse vício.<br />Paulo Augusto Sebin</i><img src="//feeds.feedburner.com/~r/PareiDeFumar/~4/GjO2EI-Rmv4" height="1" width="1" alt=""/>Paula Corujahttps://plus.google.com/104451115331023050944noreply@blogger.com10http://www.eupareidefumar.com/2014/06/o-futuro-do-cigarro.htmltag:blogger.com,1999:blog-7842163565613209449.post-43150854581117419882014-02-26T12:07:00.000-03:002014-02-26T12:11:14.239-03:00Dois anos e bolinhasEsse blog me deixa muito feliz! Sempre que um novo comentário aparece, um email chega eu me encho de felicidade. Seja por receber os parabéns por me manter firme no propósito de nunca mais colocar um cigarro na boca, seja por ver novas pessoas se entregando a esse objetivo e dividindo isso comigo. Poder ajudar, nem que seja online, dando força para continuar já é gratificante. E a razão, claro, de continuar vindo aqui, mesmo que esporadicamente, contar como as coisas andam e evoluem.<br /><br />Nesse meio tempo nosso bloguinho foi notícia no Paraná (<a href="http://www.parana-online.com.br/editoria/cidades/news/690935/?noticia=CURITIBA+TEM+REDUCAO+DE+33+NO+NUMERO+DE+FUMANTES" target="_blank">clica aqui pra ler</a>). Sempre me orgulho de falar desse espaço. Sem isso eu tenho certeza que não teria conseguido. Aqui sempre pude falar exatamente o que tava sentindo, sem medo, mesmo com todo o julgamento que as pessoas têm. E sempre tive um apoio lindo de volta, de amigos, conhecidos e pessoas queridas que chegaram aqui aleatoriamente.<br /><br />Agora que completei o segundo ano, tudo parece fácil. É tipo parto: é sofrido, dolorido, horroroso, parece que não vai dar, dor e mais dor, mas depois de um tempo a gente nem tem mais a dimensão exata, ainda mais quando vê o filho (ok, roubei a metáfora alheia porque ainda não tenho filhos, mas parece bem assim). Hoje encho tanto meus pulmões de ar que nem lembro o quanto isso já foi custoso. Não sei mais o que é pigarrear. Tosse de manhã? Parece que foi há uma eternidade. E eram coisas que nem me incomodavam. Não era nem bem tosse, era tosse com pigarro, uma coisa nojenta lembrando agora. Saio com os meus amigos, tomo minha cervejinha periódica e não lembro mais de como era com a outra mão. Até as ressacas são melhores. Não acordo mais com aquela voz de alcione-pós-atropelamento, nem preciso tossir e cuspir, nem fico com aquela sensação ruim no peito depois de fumar mais de 20 cigarros numa sentada. <br /><br />O que não quer dizer que o monstro não apareça pra assombrar. Esses dias sonhei que eu pedia um cigarro. Mas que era um só, que não fazia mal. Acordei dando risada. Não sinto vontade de fumar, mas ainda assim o troço criou um laço tão forte comigo que me caça nos sonhos. Eu ri. A plenos pulmões! Como quem diz: blé, teu tempo morreu!<br /><br /><br /><img src="//feeds.feedburner.com/~r/PareiDeFumar/~4/u7H8Po3f-Lk" height="1" width="1" alt=""/>Paula Corujahttps://plus.google.com/104451115331023050944noreply@blogger.com11http://www.eupareidefumar.com/2014/02/dois-anos-e-bolinhas.htmltag:blogger.com,1999:blog-7842163565613209449.post-4272012844161408152013-08-28T11:59:00.000-03:002013-08-28T11:59:55.582-03:00Um ano e sete mesesCês têm noção de quanto tempo é isso?? Um ano e sete meses depois de ter dado um basta na minha relação doentia com o cigarro, não tenho dúvidas em afirmar que minha vida está bem melhor. Olha só:<br />- minhas roupas tão sempre cheirosas,<br />- já sou capaz de correr 10 km,<br />- tenho muito mais disposição para as atividades físicas,<br />- coincidência ou não, minhas crises de enxaqueca se tornaram tão esporádicas que não consigo nem lembrar quando tive a última,<br />- nunca mais precisei ficar na chuva passando frio pra fumar,<br />- nunca mais catei moedas pela casa de madrugada porque não tinha mais cigarro,<br />- nunca mais precisei fumar as baganas porque não achei moedas suficientes de madrugada,<br />- consigo fechar as janelas de casa quando está frio,<br />- durmo muito melhor,<br />- tem gente que nem me imagina mais fumando (nem eu).<br /><br />Sério, melhor decisão que tomei na vida.<br /><br /><div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"><a href="http://1.bp.blogspot.com/-QAth-PghzuE/Uh4QXO6fNRI/AAAAAAAAKow/TNZ6mngfeDU/s1600/Feeling+fabulous.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"><img border="0" height="240" src="http://1.bp.blogspot.com/-QAth-PghzuE/Uh4QXO6fNRI/AAAAAAAAKow/TNZ6mngfeDU/s400/Feeling+fabulous.jpg" width="400" /></a></div><br /><br /><img src="//feeds.feedburner.com/~r/PareiDeFumar/~4/-bjzURFea3k" height="1" width="1" alt=""/>Paula Corujahttps://plus.google.com/104451115331023050944noreply@blogger.com2http://www.eupareidefumar.com/2013/08/um-ano-e-sete-meses.htmltag:blogger.com,1999:blog-7842163565613209449.post-16450703889579945522013-04-30T10:38:00.001-03:002013-04-30T10:44:50.440-03:00O dia em que me dei contaHoje tava aqui <a href="http://nonicotine.tumblr.com/" target="_blank">lendo o relato da Cátia</a>, que tá pensando pelo inferno dos primeiros dias sem fumar. É o inferno mesmo, nenhuma outra figura define melhor os dias intermináveis, a ansiedade, a angústia, a dor. É tudo feio, é tudo chato, é tudo à flor da pele. Dá vontade de chorar, dá vontade de brigar, dá vontade de socar e sair correndo. E acender um cigarro. E lembrar que parou de fumar e que não pode mais fazer isso, então o ciclo de angústia começa todo de novo. Eu sei. Eu senti.<br /><br />E não é porque eu consegui manter minha decisão (aí já se passaram um ano, três meses e oito dias) que eu assumi a postura de algoz, de sermãozinho e outras babaquices à-moda-chato-varella. Não. Nessa hora tudo o que eu posso fazer é estender a mão, dizer que entendo e que pode, sim, desabafar. Porque dá vontade de falar, dá vontade de gritar, dá vontade de xingar. E parece que vai dar tudo errado. E é nessa hora que eu entro de novo pra dizer que melhora, que as coisas vão dar certo. Leva um tempo, mas melhora.<br /><br />E aí que pensando nisso lembrei de uma coisa boba que aconteceu. Durante o dolorido processo que foi parar, alguns detalhes fazem com que a gente se dê conta de que as coisas tão dando certo. Quando eu comecei a fumar, lá em priscas eras, me dei conta de que eu era fumante porque criei uma mancha entre o indicador e o dedo médio da mão direita, bem em cima de um calinho, que nunca saía. Aos poucos tive que parar de pintar as unhas de cores claras porque bem naquelas unhas ficava meio amarelado, feio. É até meio nojento falar, mas ali tinha sempre um cheirinho de cigarro, por mais que eu lavasse as mãos.<br /><br />Vi que a minha decisão de parar era séria quando me dei conta de que aquela mancha não existia mais. Foi quase como perder um ente querido mais uma vez. Aquela mancha tava ali há tanto tempo que parecia até de nascença. Mas não era. De repente me dei conta de que não era. Era a mancha do meu vício, daquilo que me fazia acreditar que era companhia, que me acalmava, me ajudava.<br /><br />Ainda lembro da primeira vez que olhei meus dedos e a mancha não tava mais ali. Depois do susto, depois da ficha cair, fiquei feliz. Era mais um sinal de que o caminho tava certo. Mais um sinal de que eu tava conseguindo. E estou conseguindo. Do mesmo jeito que a Cátia vai conseguir ;)<img src="//feeds.feedburner.com/~r/PareiDeFumar/~4/89yyoOgaYOE" height="1" width="1" alt=""/>Paula Corujahttps://plus.google.com/104451115331023050944noreply@blogger.com0http://www.eupareidefumar.com/2013/04/o-dia-em-que-me-dei-conta.htmltag:blogger.com,1999:blog-7842163565613209449.post-18733385637014276662013-01-23T00:59:00.001-02:002013-01-23T01:06:56.980-02:00Eu parei. E agora eu sei. Um ano. Um ano desde que eu, desesperada, comecei a descarregar nesse blog tudo o que eu sentia por ter parado de fumar. Parar doeu. Parar me deixou completamente desnorteada, desorientada. Parar me deixou desconfortável comigo mesma.<br /><br />Hoje eu sei o que fazer com os dedos, como conversar e aquela dor no peito nunca mais apareceu. Não tenho mais tontura, dor nas juntas, vontade de chorar ou de matar por causa disso.<br /><br />Eu não preciso mais fumar quando eu acordo. Não sinto vontade de dois cigarros depois das refeições e não acho mais que com ele eu "respirava" melhor.<br /><br />Eu não durmo mais mal por causa disso. Não tive falta de ar. Não acho mais que seja uma presença silenciosa, pois não faz falta. Não preciso mais sair no meio da noite pq o cigarro acabou e não me irrito se estou indo a algum lugar que vá me fazer ficar mais de uma hora sem fumar.<br /><br />Me sinto livre. E feliz.<br /><br /><div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"><a href="http://2.bp.blogspot.com/-8ROqeT9uxlg/UP9TQrmviPI/AAAAAAAAIrM/6I6QOTJPafA/s1600/freedom.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"><img border="0" height="208" src="http://2.bp.blogspot.com/-8ROqeT9uxlg/UP9TQrmviPI/AAAAAAAAIrM/6I6QOTJPafA/s320/freedom.jpg" width="320" /></a></div><br /><img src="//feeds.feedburner.com/~r/PareiDeFumar/~4/1tfe-tlUWzE" height="1" width="1" alt=""/>Paula Corujahttps://plus.google.com/104451115331023050944noreply@blogger.com1http://www.eupareidefumar.com/2013/01/eu-parei-e-agora-eu-sei.htmltag:blogger.com,1999:blog-7842163565613209449.post-7559174178387233922012-11-28T18:23:00.002-02:002012-11-28T18:26:00.694-02:00O dia em que eu quase fumeiDesde que parei de fumar, há 10 meses e 6 dias atrás, aquela vontade de acender um cigarro sumiu. Claro, foi sumindo com o tempo, mas fazia um bom tempo que eu não pensava nisso. Esse é um dos grandes motivos de não voltar tanto aqui. Esse espaço sempre foi minha terapia, meu ombro pra chorar, meu amigo pra desabafar. Conforme a vontade de fumar foi passando, fui deixando também de escrever. Mas voltei. E para contar: ontem eu quase acendi um cigarro. Foi quase. Foi por pouco. Passou perto mesmo. Primeira vez nesse tempo todo que eu senti que passou perto.<br /><br />Tive um dia horrível ontem. Horrível. Terrível. Cansativo. Estressante. Irritante. Tudo-junto-ao-mesmo-tempo-agora. Me estressei muito no trabalho, me estresse no muay thai (a ponto de engolir a vontade de chorar de raiva), me estressei mais ainda no trabalho de novo (e pra coroar ainda fui embora megatarde). Enquanto eu voltava pra casa, respirando fundo e vendo o entardecer da rua, vi alguém acender um cigarro. Daquele jeito que parece que a pessoa precisa daquilo pra respirar. A pessoa acendeu o cigarro e deu aquela tragada de alívio, aquela tragada que se dá com o olhar distante, a mente longe, mas que ao liberar a fumaça atenua as marcas de preocupação no rosto. A única coisa que consegui pensar naquele momento foi: é exatamente disso que eu preciso. Respirei fundo. De novo. Segui.<br /><br />Segui, mas não parei de pensar naquilo, o que já me deixou preocupada. Fui para o aniversário de uma amiga. Vi o pessoal fumando. Várias vezes pensei em pedir um cigarro. E minha cabeça até tentou me enganar: vai que é só um, só pra aliviar o estresse. Eu quase conseguia enxergar o diabinho de um lado tentando me seduzir. Claro que o anjinho tava ali, me lembrando a todo instante que não seria só um e que no fundo aquilo ia passar. Tinha que passar. Eu quase não admitia estar sentindo aquilo de novo. Aquela sensação horrível do início do processo, lá em janeiro. Tinha que passar. Não passou.<br /><br />Antes de ir embora passei em um postinho para abastecer. Entrei na lojinha de conveniência. Encarei meu antigo algoz. Tava lá, lindo e reluzente. Há 10 meses que eu não achava ele lindo. 10 meses em que eu nem me tocava que ele ainda era vendido. Mas ele tava lá. Me encarando. Encarei de volta. O diabinho dizia que ia ser bom. Cheguei a tremer o olhar. Quase. Quase. Mas no fim fiquei firme. Disse não. E pela primeira vez naquele dia do inferno tive uma sensação real de alívio. De repente passou. Até a raiva daquele dia horroroso passou. Sabe "tirar o elefante das costas"? Foi isso que eu senti. Exatamente isso.<br /><br />Aquela noite eu dormi bem. Dormi tranquila. O meu dia tinha sido um pesadelo. O pior pesadelo. Mas finalmente tinha acabado. <img src="//feeds.feedburner.com/~r/PareiDeFumar/~4/x5gJf66vty4" height="1" width="1" alt=""/>Paula Corujahttps://plus.google.com/104451115331023050944noreply@blogger.com1http://www.eupareidefumar.com/2012/11/o-dia-em-que-eu-quase-fumei.htmltag:blogger.com,1999:blog-7842163565613209449.post-54994351360032118322012-10-22T01:12:00.000-02:002013-01-23T01:13:35.996-02:00Da capacidade de dizer nãoCompletei meu 9º mês sem fumar no último dia 22. Para mim, uma grande vitória. Quando eu iria imaginar isso? 9 meses: já nasceu. Tinha uma época em que eu não podia fumar na casa dos pais do namorado. Lembro de dentro do carro, saindo no portão, acender o cigarro desesperadamente porque eu já tava pirando por ficar algumas horas sem fumar. E ainda fumava uns quatro na colada, que era "pra regular a lenta". É engraçado como com o tempo a gente aprende a dizer não.<br /><br />Não.<br /><br />No início é difícil, mas é possível. Um exercício de controle. Não. Disciplina. Não. Consciência. Não. Não. Não. Não.<br /><br />Como é bom quando a gente consegue, finalmente, dizer não e sentir bem com isso a ponto de quase não precisar dizer nada.<img src="//feeds.feedburner.com/~r/PareiDeFumar/~4/VvelTCF_uBM" height="1" width="1" alt=""/>Paula Corujahttps://plus.google.com/104451115331023050944noreply@blogger.com0http://www.eupareidefumar.com/2012/10/da-capacidade-de-dizer-nao.htmltag:blogger.com,1999:blog-7842163565613209449.post-89190804180165487522012-08-29T12:27:00.003-03:002012-08-29T12:27:53.060-03:00E agora eu também combato o fumo?Já tem um tempo que não escrevo aqui. Sabe correria? Pois é, continua intensa. Mas o que mais tem me deixado feliz é que mesmo com correria, estresse, trabalho e problemas de seres humanos normais, não penso mais no cigarro como solução de tudo isso. Esse é um &nbsp;dos motivos da escassez de posts. Mas eu sempre volto, seja para comemorar mais um mês, mais um dia, mais uma hora sem cigarro (e principalmente, comemorar por estar de bem com isso), seja para contar novas histórias.<br /><br />E aí que hoje é Dia de Combate ao Fumo. Confesso que nem sabia. Afinal, nunca tinha pensado em dar bola para essas coisas até sete meses atrás. Agora importa. E daí que fiquei pensado: será que eu combato o fumo?<br /><br /><div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"><a href="http://1.bp.blogspot.com/-0uMRqDsk178/UD4w-XZOKsI/AAAAAAAAGqU/vxaczorw3mo/s1600/ipanema.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"><img border="0" height="282" src="http://1.bp.blogspot.com/-0uMRqDsk178/UD4w-XZOKsI/AAAAAAAAGqU/vxaczorw3mo/s400/ipanema.jpg" width="400" /></a></div><br />Nunca fui incisiva com ninguém. Nunca parei para dar discurso. Nunca tive vontade. Até porque, vamos combinar, é pura chatice. Eu achava chato quando fumava e continuo achando chato sem fumar. <br /><br />Por outro lado, no momento em que comecei a compartilhar dicas, conselhos e o meu próprio desespero e fraquezas nesse blog, também estou combatendo o fumo. No momento em que digo que é possível, que eu me sinto melhor, que respiro melhor, que minha pele está melhor e que não matei ninguém, estou combatendo o fumo. Porque quando a gente ainda fuma, mas sabe que devia parar, a gente acha que não vai dar para aguentar, a gente acha que vai enlouquecer de ver, a gente cogita virar serial killer, a gente quase não vê sentido no mundo sem o cigarro. No momento em que eu, uma "ex-hard smoker" diz que dá para sentir bem, que com o tempo a gente vê que a nossa vida existe sem cigarro, que com o tempo se sofre menos, que é possível tirar isso da rotina, entender que se a gente precisa mesmo de bengalas existem outras mais saudáveis e menos fedidas, neste momento eu também estou combatendo o fumo.<br /><br />E me sinto tri bem por isso!<img src="//feeds.feedburner.com/~r/PareiDeFumar/~4/3-e8FBk1Yps" height="1" width="1" alt=""/>Paula Corujahttps://plus.google.com/104451115331023050944noreply@blogger.com0http://www.eupareidefumar.com/2012/08/e-agora-eu-tambem-combato-o-fumo.htmltag:blogger.com,1999:blog-7842163565613209449.post-63371222785346711372012-07-23T17:07:00.002-03:002012-07-23T17:08:26.613-03:006 meses sem cigarroE ontem fiz aniversário. Seis meses sem fumar.<br />Seis meses sem sair contando as moedas pra comprar cigarro.<br />Seis meses sem aquele cheirinho desagradável.<br />Seis meses de hálito sempre em dia.<br />Seis meses de pele sem manchas.<br />Seis meses de fôlego para as escadarias.<br />Seis meses sem ronquinhos.<br />Seis meses sem tosse matinal.<br />Seis meses sem precisar sair correndo no meio da noite, por puro desespero, para comprar cigarro.<br />Seis meses sem perguntar "e lá pode fumar"?<br />Seis meses sem passar frio e pegar chuva para fumar na rua.<br />Seis meses sem nenhum pigarro.<br />Seis meses que minha vida se prolonga estatisticamente.<br />Seis meses de liberdade.<br />Seis meses de luta.<br />Seis meses de vitória.<br /><br /><table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"><tbody><tr><td style="text-align: center;"><a href="http://1.bp.blogspot.com/-tda-iJGwXIw/UA2uyj1UaPI/AAAAAAAAGPs/e5kLm23eP_s/s1600/flores6meses.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"><img border="0" height="300" src="http://1.bp.blogspot.com/-tda-iJGwXIw/UA2uyj1UaPI/AAAAAAAAGPs/e5kLm23eP_s/s400/flores6meses.jpg" width="400" /></a></td></tr><tr><td class="tr-caption" style="text-align: center;">Flores que ganhei do meu amor no meu aniver surpresa de seis meses sem fumar</td></tr></tbody></table><br /><br />Parabéns para todos nós que, em algum momento, conseguimos não só parar, mas viver melhor com isso.<img src="//feeds.feedburner.com/~r/PareiDeFumar/~4/veiDMa1mvVA" height="1" width="1" alt=""/>Paula Corujahttps://plus.google.com/104451115331023050944noreply@blogger.com3http://www.eupareidefumar.com/2012/07/6-meses-sem-cigarro.htmltag:blogger.com,1999:blog-7842163565613209449.post-50459741637210467182012-06-04T11:51:00.000-03:002012-06-04T11:51:03.662-03:00Ainda bem que não vivemos mais nos anos 1960A primeira vez que assisti a série Mad Men lembro bem do choque que causou. Eu ainda fumava (e muito), mas a minha cara embasbacada foi inevitável: todo mundo fumava demais, o tempo inteiro. É estranho pensar em mulheres grávidas fumando, uma sala de reuniões com executivos de empresas em que a carteira de cigarro passa de mão em mão para que todos possam fumar, pessoas fumando no mesmo ambiente com crianças pequenas, povo fumando enquanto come.&nbsp;Cada vez que assisto e penso sobre a série penso em quanto nossos hábitos mudaram. Mais de 90% do comportamento dos personagens seria hoje execrado pela sociedade.<br /><br /><table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"><tbody><tr><td style="text-align: center;"><a href="http://3.bp.blogspot.com/-pPpC6LRInew/T8zKbfyRO9I/AAAAAAAAFuI/eelohn50TU4/s1600/madmen_don.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"><img border="0" height="312" src="http://3.bp.blogspot.com/-pPpC6LRInew/T8zKbfyRO9I/AAAAAAAAFuI/eelohn50TU4/s400/madmen_don.jpg" width="400" /></a></td></tr><tr><td class="tr-caption" style="text-align: center;">Para ser galã em agência de PP nos anos 2000, Don Draper teria que parar de fumar, usar umas roupas mais descoladas e um óculos com armação de acrílico.&nbsp;</td></tr></tbody></table><br /><br />Como disse, ainda fumava muito na época que em assisti pela primeira vez a vida Don Draper em uma agência de publicidade na década de 1960. Lembro que fiquei com muita vontade de fumar só de assistir a série. Sabe que fico feliz de termos mudado tanto nosso comportamento. E pensava assim quando eu era fumante também. Mesmo quando eu fumava, não suportava a ideia de um monte de gente junta fumando num lugar fechado, nem na cara das crianças.<br /><br />Viva as mudanças!<img src="//feeds.feedburner.com/~r/PareiDeFumar/~4/0x-1xCucN_c" height="1" width="1" alt=""/>Paula Corujahttps://plus.google.com/104451115331023050944noreply@blogger.com0http://www.eupareidefumar.com/2012/06/ainda-bem-que-nao-vivemos-mais-nos-anos.htmltag:blogger.com,1999:blog-7842163565613209449.post-27697134646865482682012-05-31T17:31:00.001-03:002012-05-31T17:31:49.658-03:00Eu também parei: Manu Colla<br />A Manu é ótima! Parou há seis meses e é dela este relato para o <i>Eu também parei</i>:<br /><br /><i>Assim, como tu, esse é meu primeiro Dia Mundial sem Tabaco de verdade! Lembro que nos outros anos a data me incomodava porque era sempre um lembrete dos meus amigos "olha, hoje era um dia bom pra parar"...</i><br /><i><br /></i><br /><i>Eu estou sem fumar desde dezembro do ano passado depois de dezessete anos como fumante. Comecei a fumar de bobeira e, depois, o embalo continuou na faculdade, ainda de bobeira. Afinal, que jornalista não gostava de fumar E tomar café?</i><br /><i><br /></i><br /><i>Vou te contar que não foi fácil. Não tomei remédios nem usei adesivos, nas primeiras semanas achei que ia matar alguém e <b>foi preciso terapia</b> pra entender que <b>era importante eu ser humilde diante do vício</b>. Entender que era MUITO difícil parar de fumar, um super desafio pra mim, e que eu precisava substituir aquele ritual por outro. <b>Escolhi correr</b>. Deu certo durante o verão, mas daí machuquei o pé num show e ainda não retomei a rotina da corrida por medo de machucar mais ainda. A ideia é voltar pra natação, agora com mais fôlego.</i><br /><i><br /></i><br /><div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"><a href="http://3.bp.blogspot.com/-sYQ1ywS9390/T8fU8s7JXuI/AAAAAAAAFtI/fBXcp-byj8o/s1600/262_20880281658_8940_n.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"><img border="0" height="266" src="http://3.bp.blogspot.com/-sYQ1ywS9390/T8fU8s7JXuI/AAAAAAAAFtI/fBXcp-byj8o/s400/262_20880281658_8940_n.jpg" width="400" /></a></div><i><br /></i><br /><i><br /></i><br /><i>Não sei se parei pra pensar na minha vida sem cigarro. Na verdade, não parei não, foi teu convite que me provocou isso e te digo: minha vida mudou 100% pra melhor. Pouquíssimos amigos ainda não fumantes e tive a sorte de pegar uma época em que alguns deles também estavam parando, e a galera aqui do trabalho também. <b>Fumar virou uma coisa brega</b> - acho que só era legal lá na época do Mad Men, mesmo, e hoje em dia é muito mais normal gente torcendo o nariz pra cigarro do que o contrário.&nbsp;Cuidei pra não virar uma daquelas ex-fumantes xiitas que reclamam ao menor sinal de fumaça por perto ou ficam militando pra todo mundo parar de fumar. Sempre odiei quando as pessoas em volta me enchiam o saco pra parar de fumar.&nbsp;</i><br /><i><br /></i><br /><i>Acho que, como qualquer outra droga, <b>a iniciativa de parar tem que ser de quem é viciado</b>, por isso a militância pouco adianta. Pra mim foi bacana porque finalmente entendi o que sempre soube que seria um benefício de parar de fumar: a pele melhor, hálito gostoso, mais fôlego, disposição. Sentir isso no cotidiano, depois de tanto tempo como fumante, é muito bacana. Confesso que me deixa feliz não enfrentar nenhum tipo de hostilidade dos amigos e conhecidos, também. O único porém é que acabei engordando, mas. diante dos benefícios, não me importei muito com isso.&nbsp;</i><br /><br /><b>Manuela Colla</b> - jornalista<br /><img src="//feeds.feedburner.com/~r/PareiDeFumar/~4/bA37BhLqdR0" height="1" width="1" alt=""/>Paula Corujahttps://plus.google.com/104451115331023050944noreply@blogger.com1http://www.eupareidefumar.com/2012/05/eu-tambem-parei-manu-colla.htmltag:blogger.com,1999:blog-7842163565613209449.post-46229975198290664352012-05-31T16:40:00.001-03:002012-05-31T16:40:41.411-03:00Eu também parei: Luciana Fumo Zero!A primeira história do <i>Eu também parei</i> é a da Lu, que parou há três meses e 15 dias:<br /><br /><i>Creio que vontade de parar de fumar, todo o fumante tem. Eu pensava nisso até quando estava saboreando uma bela tragada. Muitas razões me levaram até a decisão de parar: os apelos e orações da minha mãe, os argumentos orquestrados dos meus sobrinhos Manoela e Matheus, as orientações do Dr. Drauzio Varella (sim!) e, principalmente, a minha vaidade e vontade de viver até ficar velhinha. Fiz as contas e percebi que metade da minha vida foi acompanhada ou algemada ao “Free Maço Vermelho”, portanto mais do que suficiente. Esta é terceira vez que decido parar. Na primeira – há 17 anos atrás – fiquei 11 meses longe do cigarro e na segunda vez apenas três meses. Não é fácil, aliás, é bem difícil, mas estou tratando o assunto como uma guerra, uma batalha de cada vez, por isso fiz um plano para parar em cinco dias, que escrevi a mão, como um compromisso. Chamei de <b>Projeto Luciana Fumo Zero</b>!</i><br /><i><br /></i><br /><i>1º dia – 10 cigarros (metade do que eu fumava normalmente), sendo que o primeiro só seria aceso 2h depois do habitual, ou seja, 10h da manhã.</i><br /><i>Fumei 8 no total.</i><br /><i>2º dia – 8 cigarros, sendo que o primeiro ao meio-dia.</i><br /><i>Fumei 5 no total.</i><br /><i>3º dia – 5 cigarros, sendo que o primeiro só depois do almoço.</i><br /><i>Fumei 3 no total.</i><br /><i>4º dia – 3 cigarros, sendo que o primeiro só no final do expediente.</i><br /><i>Fumei 1 no total, antes de dormir</i><br /><i>5º dia – 1 cigarro.</i><br /><i>Não fumei mais. Neste dia, sexta-feira de carnaval, embarquei rumo ao Rio de Janeiro.</i><br /><i><br /></i><br /><i>Fiquei hospedada na casa de uma amiga e estávamos em sete pessoas. Para o meu alívio, nenhum fumante. Fizemos carnaval de bloco em Santa Tereza, aqueles que reúnem milhares de foliões nas ruas. Logo no primeiro bloco, me perdi dos amigos e avistei a cena – tipo câmera lenta – um cara acendendo um cigarro no meio da multidão. Paralisei e só pensava em me jogar naquele homem pedindo pelo amor de Deus que ele me desse um cigarro ou eu sairia atrás dele até que a bituca caísse no chão. Foi neste momento que eu comecei a escutar a vaia, primeiro discreta, mas que foi tomando corpo junto com exclamações do tipo: Não! Cigarro Não! O sujeito, super envergonhado, jogou o cigarro no chão, deu um sorriso para a multidão e pisou no maldito. <b>Aquilo me deu o alerta que eu precisava</b>. Eu tinha tomado a atitude certa.</i><br /><i><br /></i><br /><table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"><tbody><tr><td style="text-align: center;"><a href="http://1.bp.blogspot.com/-1Ns6Ux-EUaA/T8fI38QQpgI/AAAAAAAAFs0/9ihM4BgXym8/s1600/assim.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"><img border="0" height="300" src="http://1.bp.blogspot.com/-1Ns6Ux-EUaA/T8fI38QQpgI/AAAAAAAAFs0/9ihM4BgXym8/s400/assim.jpg" width="400" /></a></td></tr><tr><td class="tr-caption" style="text-align: center;">Ela olhou para o cigarro e disse: ASSIM VOCÊ ME MATA - tá, a piada foi horrível, parei.&nbsp;</td></tr></tbody></table><i><br /></i><br /><i><br /></i><br /><i>Hoje, com alguns quilos a mais, tentando me adaptar ao ritmo de treinos na academia (veja só!), a minha maior alegria foi saber que a minha grande amiga Flávia Dentice também parou inspirada em mim. Por isso decidi colocar aqui o meu “plano”. Vá que alguém se anime também...</i><br /><br /><b>Luciana Fagundes</b> – jornalista e ex-fumante!<img src="//feeds.feedburner.com/~r/PareiDeFumar/~4/0YjkOO8LLu8" height="1" width="1" alt=""/>Paula Corujahttps://plus.google.com/104451115331023050944noreply@blogger.com1http://www.eupareidefumar.com/2012/05/eu-tambem-parei-luciana-fumo-zero.htmltag:blogger.com,1999:blog-7842163565613209449.post-69408093602708366602012-05-31T16:03:00.001-03:002012-05-31T17:50:50.486-03:00Feliz Dia Mundial Sem Tabaco!Sabe que achei que esse seria um dia normal sem cigarro. Mas é engraçado. Tou com aquela sensação de orgulho de mim mesma e gratidão pelo apoio das pessoas que me gostam à flor da pele. Emocionada. Pô, primeira vez que não tou brigando com ninguém no Dia Mundial Sem Tabaco. Sério! Eu era daquelas fumantes que brigava mesmo. O engraçado é que agora que parei de fumar senti a data de forma positiva, até porque todas as abordagens do dia foram de congratulações (e foram poucas, é verdade).<br /><br />Mas tou feliz. E como é bom sentir isso.<br /><br />Te convido a reler os meus três primeiros posts neste blog. O momento em que eu não tava batendo papo com ninguém, como agora. Esses foram os principais momentos em que eu estava tentando apenas não enlouquecer.<br /><br /><div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"><a href="http://3.bp.blogspot.com/-i8-ynlFThWU/T8e_6M1Un_I/AAAAAAAAFsg/6JM477rmVXE/s1600/pareii.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"><img border="0" height="400" src="http://3.bp.blogspot.com/-i8-ynlFThWU/T8e_6M1Un_I/AAAAAAAAFsg/6JM477rmVXE/s400/pareii.jpg" width="160" /></a></div><br /><br /><a href="http://www.eupareidefumar.com/2012/01/parei-e-agora.html" target="_blank">Parei! E agora?</a><br /><br /><a href="http://www.eupareidefumar.com/2012/01/tem-vezes-que-melhora.html" target="_blank">Tem vezes que melhora</a><br /><br /><a href="http://www.eupareidefumar.com/2012/01/te-negarei-tres-vezes.html" target="_blank">Te negarei três vezes</a><br /><br />Nossa, fico feliz mesmo de não sentir mais isto. De não sentir essa angústia, essa ansiedade. Fico feliz da minha ficha ter caído, de eu estar me compreendendo melhor. Feliz por ter inspirado pessoas muito queridas. Orgulhosa de não precisar mais acender um cigarro. Feliz com meu cheiro, com minhas unhas, com meus dentes, com meu hálito, com a minha pele. Feliz por ter pessoas que me elogiam e estimulam diariamente a me manter firme.<br /><br />E para comemorar a data, que é especial, sim, chamei pessoas bem legais, que também conseguiram parar para contar suas histórias. Vai começar o Eu Também Parei. Quem quiser participar, mande email para paula.coruja@gmail.com contando sua história. Vou adorar!<br /><br />Aguardem os próximos posts! E aproveitem este dia!<img src="//feeds.feedburner.com/~r/PareiDeFumar/~4/iu5O5FuHTnI" height="1" width="1" alt=""/>Paula Corujahttps://plus.google.com/104451115331023050944noreply@blogger.com0http://www.eupareidefumar.com/2012/05/feliz-dia-mundial-sem-tabaco.htmltag:blogger.com,1999:blog-7842163565613209449.post-90579934306016775712012-05-30T17:45:00.005-03:002012-05-30T17:45:57.689-03:00Meu primeiro Dia Mundial Sem TabacoParar de fumar é uma tarefa complicada. E ingrata. Não tem moleza, não facilidade. Dá um trabalho do cão. E juro que me dá uma tristeza profunda cada vez que alguém que conseguiu passar por esse inferno, ultrapassar a barreira da ansiedade extrema, aparece fumando de novo. Acho triste mesmo. Porque essa pessoa vai, provavelmente, ter que fazer tudo de novo. E, sério, passar por aqueles primeiros dias de novo ninguém merece. Mesmo.<br /><br />Tava pensando nisso vendo um filme. O nome nem vale ser citado, mas a protagonista foi presa e começava o filme pedindo cigarro (e essa era uma penitenciária em que não podia fumar). Ela passou um tempão, meses, lutando para provar inocência e qual é a primeira coisa que ela faz quando é solta? Vai para casa e acende um cigarro. Ai, achei tão triste, que parei até de pensar no enredo do filme. Aquilo se tornou uma história paralela (e para mim mais importante).<br /><br /><div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"><a href="http://3.bp.blogspot.com/-48jW4rzxUgE/T8aGwcaArAI/AAAAAAAAFqg/OcJ4Af0uU34/s1600/cigarro-apagado-hg.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"><img border="0" height="240" src="http://3.bp.blogspot.com/-48jW4rzxUgE/T8aGwcaArAI/AAAAAAAAFqg/OcJ4Af0uU34/s320/cigarro-apagado-hg.jpg" width="320" /></a></div><br /><br />Para quem já chegou tão longe, eu sei que passa pela cabeça acender só um cigarrinho. Sei bem. Mas é tão importante não acender. Não deixar o vício falar mais alto. Não ser tomado por aquela autocomiseração destrutiva, que pensa "azar", "sou um fraco", "todo mundo sabia que ia dar errado". Esse é o principal: lembrar nos momentos de fraqueza que nós temos o controle sobre nós mesmos, que se tivemos até ali, teremos!<br /><br />Completei meu 4º mês sem cigarro. E estou muito feliz por isso. Esse é o meu primeiro Dia Mundial Sem Tabaco em que eu fico sem tabaco.&nbsp;Confesso que não senti nenhuma emoção extraordinária, só dei aquele aquele sorriso que agora é mais branco e respirei bem fundo sem pigarro e lembrei de como isso é bom.<br /><br /><img src="//feeds.feedburner.com/~r/PareiDeFumar/~4/EIeCa_v0CLM" height="1" width="1" alt=""/>Paula Corujahttps://plus.google.com/104451115331023050944noreply@blogger.com0http://www.eupareidefumar.com/2012/05/meu-primeiro-dia-mundial-sem-tabaco.htmltag:blogger.com,1999:blog-7842163565613209449.post-57636568777271273542012-05-14T11:20:00.001-03:002012-05-14T11:20:50.045-03:00Nem amputação, nem tatuagemQuando fiz minha primeira tatuagem, cheguei no estúdio pronta para sentir uma dor parecida com a de uma amputação. Sempre me disseram que doia muito, muito mais do que qualquer ser humano normal poderia imaginar. A verdade? Saí de lá faceira. Doeu, mas não doeu taaaaaaaaaanto assim. Sabe que com parar de fumar a coisa tá indo pelo mesmo caminho?<br /><br />Tá doendo, claro, mas bem menos do que eu imaginei que seria no início da jornada. Acho que o planejamento foi fundamental para que isto ocorresse. Pensei muito nisso antes, planejei o que fazer nos momentos de desespero e, mais importante, conto com um baita apoio da minha família e dos meus amigos. Achei, mais uma vez, que sentiria a dor de uma amputação, já que eu sentia o cigarro como extensão de mim mesma. Mais uma vez, me enganei.<br /><br /><div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"><a href="http://1.bp.blogspot.com/-txTngAYP4F4/T7ETV-2pHBI/AAAAAAAAFbE/RbseQCNyyio/s1600/dor.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"><img border="0" height="400" src="http://1.bp.blogspot.com/-txTngAYP4F4/T7ETV-2pHBI/AAAAAAAAFbE/RbseQCNyyio/s400/dor.jpg" width="397" /></a></div><br /><br />Tinha uma coisa entre nós (eu e o cigarro) que eu achei que transcendia qualquer relação. É sério, eu entendia o cigarro como extensão do meu corpo. Não imaginava minhas mãos sem ele rolando entre os dedos. Via o cigarro como companheiro, como metade da solução para tudo que me atormentava. Entretanto, deixá-lo de lado, tirá-lo da função de protagonista e ver que, na realidade, ele só tirava o meu brilho e não resolvia nada na minha vida, foi uma baita lição.<br /><br />Não, não foi como uma amputação. Doeu bem menos que isso. Quando entendi que ele não era eu, não tinha necessidade de sofrer mais que o necessário. Porque, sim, a dor existe, mas acho que mais por conta dessa ficha que cai, de que ele antecipava a nossa chegada negativamente (quem vem ali? pelo fedor de cigarro é a fulana), e que, mesmo fumando 40 cigarros por dia, meus problemas continuavam lá e eu nem deixava de engordar.<br /><br />A dor não é a da amputação. Nem a da tatuagem. É uma dor chata, mas não maior que nada. É chata porque volta pra incomodar de vez em quando. Mas passa. Até que, uma hora, não volta mais.<img src="//feeds.feedburner.com/~r/PareiDeFumar/~4/78EkB2yfVg0" height="1" width="1" alt=""/>Paula Corujahttps://plus.google.com/104451115331023050944noreply@blogger.com2http://www.eupareidefumar.com/2012/05/nem-amputacao-nem-tatuagem.htmltag:blogger.com,1999:blog-7842163565613209449.post-15193209838768849352012-05-10T08:35:00.000-03:002012-05-10T08:50:59.722-03:00Nem tão controlada assimTem gente que acha que porque eu consigo falar sobre parar de fumar, sou mais calma. Nada disso. Mais racional sobre o assunto, talvez. Mas não sou nada mais calma que ninguém que me lê aí do outro lado. Ainda mais depois de parar de fumar. Eu também acho os três minutos da crise de abstinência detestavelmente longos. Quase infinitos. Claro, hoje acontecem com menos frequência, mas já me deixaram bem doidinha. Quer ver?<br /><br /><div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"><a href="http://1.bp.blogspot.com/-a5f3U-nHbP0/T6swDq_ADmI/AAAAAAAAFXk/-qlw4Diy1-E/s1600/caretaa.jpeg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"><img border="0" height="454" src="http://1.bp.blogspot.com/-a5f3U-nHbP0/T6swDq_ADmI/AAAAAAAAFXk/-qlw4Diy1-E/s640/caretaa.jpeg" width="640" /></a></div><br /><br />- Já fiz <b>faxina às 2h:</b> a cama tinha pregos. Foi quando achei que teria que jogar fora o tampo do fogão. Esfreguei obsessivamente e nada de limpar aquela droga. No dia seguinte, descobri o melhor desengordurante do mundo (e deixei ele pronto pro surto seguinte).<br /><br />- Tomei <b>dois litros de Coca </b>Zero numa noite (e <b>mais dois litros de água</b> depois disso): ansiosa? eu? imagina!<br /><br />- Comi, numa mesma noite,<b> um vidro de palmito, meio de pepino e um de ovo em conserva</b>: nem preciso dizer que as consequências disso foram desastrosas no dia seguinte.<br /><br />- Decidi que só<b> chocolate </b>me acalmaria. E tinha que ser Talento. E eram 23h: pode parecer banal, mas nada no centro de Porto Alegre está aberto a esta hora. Rodei o bairro a pé e nada. Ainda bem. Quando voltei pra casa, 30 minutos depois, a vontade tinha passado.<br /><br />-<b> Briguei </b>com a minha irmã porque ela disse que eu tava nervosa. E eu nem tava: ahan, claro. A Sra. Autocontrole gritava histericamente que não tava nervosa, nem brigando com ninguém.<br /><br />-<b> Insônia,</b> insônia, insônia: essa ainda me ronda de vez quando. Teve uma vez que, na cama, o sono veio às 5h30. O detalhe é que eu acordo às 6h30. #nãotáfácilviver<br /><br />- <b>Mastigar cabo</b> usb: sim, nojento. Mas completamente involuntário. Sabe aquelas coisas que tu faz e quando te dá conta que tá fazendo joga as mãos pro céu porque não tinha ninguém de testemunha? (o que não adianta muito quando você resolve contar isto no blog)<br /><br />Bom, tá bem bom, né? Deu pra notar que tive e ainda tenho meus momentos de extrema ansiedade, como todo mundo que para. A diferença é que eu não cogito mais botar um cigarro na boca, apenas procurar meios de não me sentir mais assim.<br /><br />E vocês? Tudo bem??<img src="//feeds.feedburner.com/~r/PareiDeFumar/~4/PUJqPgulkj8" height="1" width="1" alt=""/>Paula Corujahttps://plus.google.com/104451115331023050944noreply@blogger.com1http://www.eupareidefumar.com/2012/05/nem-tao-controlada-assim.htmltag:blogger.com,1999:blog-7842163565613209449.post-77017554488823397932012-05-09T10:28:00.002-03:002012-05-09T10:28:18.029-03:00O fumo, o autismo e o alívioUma das coisas, como já contei, que sempre me motivou a parar de fumar é a perspectiva de engravidar. Nunca quis que mais alguém pagasse pelos meus erros nos cuidados com a minha saúde. Por isso fiquei tão assustada e, ao mesmo tempo aliviada, com essa <a href="http://saude.terra.com.br/noticias/0,,OI5743247-EI1497,00-Fumo+na+gravidez+aumentaria+o+risco+de+autismo+em+bebes.html" target="_blank">notícia do Terra</a>.<br /><br /><table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"><tbody><tr><td style="text-align: center;"><a href="http://2.bp.blogspot.com/-rMZWE_xlYko/T6pwuW1p7UI/AAAAAAAAFW4/rtljTSoGw9U/s1600/preg.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"><img border="0" height="400" src="http://2.bp.blogspot.com/-rMZWE_xlYko/T6pwuW1p7UI/AAAAAAAAFW4/rtljTSoGw9U/s400/preg.jpg" width="266" /></a></td></tr><tr><td class="tr-caption" style="text-align: center;">Reprodução/Terra</td></tr></tbody></table><br /><br /><i>Mulheres que fumam durante a gravidez pode estar mais propensas a ter um filho com autismo de alto funcionamento, de acordo com a pesquisa publicada no jornal britânico Dailymail. "O que estamos vendo é que alguns transtornos do autismo, mais do que outras doenças, podem ser influenciado pelo fumo da mãe durante o período de gestação", disse o autor Professor Amy Kalkbrenner da Universidade de Wisconsin-Milwaukee.</i><br /><i><br /></i><br /><i>Kalkbrenner e seus colegas fizeram um estudo de base populacional comparando dados de tabagismo de certidões de nascimento de centenas de milhares de crianças de 11 estados para um banco de dados de crianças diagnosticadas com autismo.&nbsp;Eles descobriram que 13% das mães cujos filhos foram identificados como tendo um transtorno do espectro do autismo em oito anos de idade haviam fumado durante a gravidez.</i><br /><i><br /></i><br />Assustada, porque parece que cada dia surge mais uma doença desencadeada pelo cigarro. Aliviada porque, ufa, parei de fumar e ainda vou levar um tempo para engravidar. Tempo suficiente para que meu futuro filho não pague pelos meus erros.<img src="//feeds.feedburner.com/~r/PareiDeFumar/~4/tN7Meln-iyw" height="1" width="1" alt=""/>Paula Corujahttps://plus.google.com/104451115331023050944noreply@blogger.com0http://www.eupareidefumar.com/2012/05/o-fumo-o-autismo-e-o-alivio.htmltag:blogger.com,1999:blog-7842163565613209449.post-89387356155345971472012-05-08T09:00:00.000-03:002012-05-08T10:12:29.822-03:00Quer parar de fumar? Pergunte-me como<br /><div class="western" style="margin-bottom: 0cm;">Brincadeiras à parte, bastante gente pergunta o que deve fazer para parar de fumar. O que eu fiz não é, necessariamente, o que você deve fazer. Algumas coisas que eu achei fundamentais, vocês talvez não achem, mas acho que na média a gente consegue se entender e chegar a um denominador comum. Parando na força ou com acompanhamento médico, as dicas valem para todos:</div><div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"><br /></div><div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"><a href="http://1.bp.blogspot.com/-_dmOglZXToU/T6gpGmzhBVI/AAAAAAAAFVs/j2Y3zTcjXb4/s1600/iupi.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"><img border="0" height="474" src="http://1.bp.blogspot.com/-_dmOglZXToU/T6gpGmzhBVI/AAAAAAAAFVs/j2Y3zTcjXb4/s640/iupi.jpg" width="640" /></a></div><div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"><br /></div><div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"><br /></div><div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"><b><span class="Apple-style-span" style="color: #990000;">Agende-se</span></b>: para mim foi fundamental uma data para o “vai ou racha”. Planejei cortar os cigarros da manhã e ir diminuindo até parar. Não deu certo. Eu consegui passar um mês me enganando e sem diminuir um cigarro sequer. Então, estabeleci uma data definitiva e me preparei para ela. </div><div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"><br /></div><div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"><b><span class="Apple-style-span" style="color: #990000;">Tenha um plano</span></b>: cortar o cigarro não é nada fácil e os 15 primeiros dias são infernais. Não adianta querer ver na hora o que fazer. <i>Andar sempre com uma garrafa de água, comprar chicletes de nicotina ou adesivos previamente, comprar balas (de preferência sem calorias) e chicletes comuns, preparar palitinhos de cenoura, comprar pepino, chá de camomila</i>. É preciso saber o que fazer quando a vontade insuportável surgir. Faça uma lista e tenha as coisas à mão.</div><div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"><br /></div><div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"><b><span class="Apple-style-span" style="color: #990000;">Desassociação</span></b>: um dos momentos mais complicados. Eu disse para uma amiga, uma vez, que parar de fumar é como terminar aquele relacionamento doentio, que tu racionalmente sabe que só te faz mal, não vai dar em nada, mas que quando menos espera tá nos braços do cara de novo. E <i>como qualquer término tem que ter o ritual de partida</i>: jogue cinzeiros fora, lave roupas, livre-se dos isqueiros, cigarros, tudo que possa te fazer lembrar. Essa também é a hora de perder o hábito, então evite fumódromos, conversas com quem acabou de fumar, mude o horário do café, comece a tomar com leite... Achei esse<i> um dos momentos mais complicados da parada, mas um dos mais necessários</i>. Outra coisa: se você é do tipo que curte um <b>boteco e cerveja, evite por um tempo</b>. Depois de vários copos talvez seu discernimento vá pelo ralo e você esqueça todo o trabalho que passou até agora para parar de fumar. Acho que o ideal é mudar o que você bebe nos primeiros tempos, para evitar sentir saudade da combinação (perfeita) cerveja + cigarro.</div><div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"><br /></div><div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"><b><span class="Apple-style-span" style="color: #990000;">Busque um acompanhamento</span></b>: eu faço acompanhamento com a nutricionista e escrevo este blog. Minha mãe procurou uma pneumologista. Médicos, psicólogos, amigos, enfim, qualquer pessoa com quem você falar sobre o assunto, pedir ajuda, pedir conselhos. <i>Ter alguém que entenda o momento pelo qual se está passando</i> e para quem você possa gritar naquela hora de surto pode fazer a diferença. </div><div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"><br /></div><div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"><b><span class="Apple-style-span" style="color: #990000;">Tenha sempre um plano B</span></b>: é fundamental ter sempre algo para fazer. <i>Eu já fiz faxina às 2h</i> porque não aguentava de vontade. Claro, dê preferência a atividades que não demandem muito raciocínio (porque é impossível se concentrar na crise).</div><div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"><br /></div><div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"><b><span class="Apple-style-span" style="color: #990000;">Tente algo novo</span></b>: que tal começar a correr? Pintar? Dançar? Cantar? Uma nova atividade é sempre um estímulo para continuar.Eu ando tentando correr e tou gostando. Fora que é algo que eu tenho certeza que consigo fazer só porque parei de fumar.</div><div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"><br /></div><div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"><b><span class="Apple-style-span" style="color: #cc0000;">Perdoe-se e saiba recomeçar</span></b>: deu recaída? Limpe as lágrimas, pare de se lamentar e comece tudo de novo. Cair é normal, saiba se perdoar para estar pronto para começar tudo de novo. E comece tudo de novo.</div><div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"><br /></div><div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"><span class="Apple-style-span" style="color: #990000;"><b>Premie-se</b></span>: você está economizando a maior grana parando de fumar. Não custa compensar seu esforço com uma roupa nova, maquiagem nova, perfume novo, ou fazer o caixinha diário para se premiar com uma viagem quando completar seis meses ou um ano de parada. Muito melhor, né?</div><div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"><br /></div><div class="western" style="margin-bottom: 0cm;">E aí? O que acham? Todo mundo pronto?</div><img src="//feeds.feedburner.com/~r/PareiDeFumar/~4/PDc8L06XKIg" height="1" width="1" alt=""/>Paula Corujahttps://plus.google.com/104451115331023050944noreply@blogger.com0http://www.eupareidefumar.com/2012/05/quer-parar-de-fumar-pergunte-me-como.htmltag:blogger.com,1999:blog-7842163565613209449.post-15576215544535035832012-05-07T11:19:00.001-03:002012-05-07T11:19:44.144-03:00Estou de voltaSumi, né? Mas não se preocupem, não voltei a fumar. Sumi por causa da correria e por causa dos problemas de domínio desse blog. Agora vocês conseguem vir pra cá pelo <a href="http://www.eupareidefumar.com/">www.eupareidefumar.com</a>. Não é lindo? Só que antes de funcionar, passei duas semanas com mensagens de erro rondando a minha vida. Mas vamos aos acontecimentos do período.<br /><br />Dia 22/4 completei três meses sem cigarro. Comemoro, de verdade. E agora, com cada vez mais naturalidade. Porque ois primeiros tempos, o primeiro mês, tem aquela empolgação de estar conseguindo, mas aquele sentimento de "mataram meu velho amigo" muito presente. Agora não. Cada vez me vejo como uma pessoa que não fuma, que entende porque fumava e que opta por não fazer mais isso.<br /><br /><div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"><a href="http://3.bp.blogspot.com/-AHuASU0dYN8/T6fZqSpyqHI/AAAAAAAAFVc/Iwv5Xc1le0Y/s1600/voltei.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"><img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/-AHuASU0dYN8/T6fZqSpyqHI/AAAAAAAAFVc/Iwv5Xc1le0Y/s1600/voltei.jpg" /></a></div><br /><br />Outra coisa que aprendi no período é a importância de conseguir se afirmar e tomar o volante da própria vida. Eu não fumo mais porque EU não quero. E saber que estou fazendo algo que partiu de mim para mim é fundamental para sustentar a decisão. Claro que conto com ajuda. Ontem mesmo disse ao namoradão o quanto ele foi fundamental. O quanto aquele "tem que aguentar" pesou. O quanto o abraço forte no meio da madrugada quando eu pensava em levantar para fumar escondido foi decisivo. Porque no início a convicção é fraca, já que a abstinência é grande. Acho que isso faz com o que o apoio das pessoas ao redor seja ainda mais importante.<br /><br />Ninguém quer vigia, o que precisamos são de estímulos positivos. Que elogiem nosso cheiro, nosso cabelo, nossa pele que ficou melhor. Que elogiem o fato de estarmos segurando firmes, o fato de não termos matado ninguém. Que compreendam as crises de choro, que não falem nada de vez em quando, só nos abracem forte, mostrando que são maiores e melhores companhias que cigarros.<br /><br />É difícil pra todo mundo. Mas não é impossível. Eu assumi o papel de protagonista da minha vida, do meu corpo, das minhas vontades. Não preciso de cigarro e de nenhuma outra bengala. Preciso, sim, de amor, de companheirismo e de muitos abraços. Como todo mundo.<br /><br />Tou de volta. Pra ficar.<img src="//feeds.feedburner.com/~r/PareiDeFumar/~4/f5wdHGS660o" height="1" width="1" alt=""/>Paula Corujahttps://plus.google.com/104451115331023050944noreply@blogger.com0http://www.eupareidefumar.com/2012/05/estou-de-volta.htmltag:blogger.com,1999:blog-7842163565613209449.post-71279657337434247692012-04-13T18:01:00.000-03:002012-04-13T18:01:28.209-03:00Quando o passado recente parece muito distanteNão tem nem três meses que eu parei de fumar e já quase me sinto uma veterana no assunto. Relendo os primeiros posts, sinto tudo como se fizesse muito tempo que vivi toda aquela angústia. Conversando com quem parou recentemente de fumar e quem ainda pensa no assunto, tenho a impressão de estar em uma realidade paralela. Toscamente, parece aquele cara especialista em desvendar códigos matemáticos que vê o que os outros ainda não conseguem em um quadro cheio de números. Tudo isso porque este período não foi só de mudança extrema, foi de descobrimento.<br /><br />Parece que, de repente, entendi como eu funciono. Entendi que o problema não é o cigarro, nem a comida. Entendi que o problema é a ansiedade. Não que eu não soubesse que essas três coisas estivessem associadas, mas de repente isso ficou claro, ficou lógico, ficou exato. Aos poucos, começo a ver de onde vem toda essa ansiedade e é isso que tenho tentado mudar também. Não sinto mais aquela vontade de fumar (e nem penso mais em botar um cigarro na boca) porque não encontro mais desculpas para isso. E é isso que me segura quando a vontade vem. O melhor é que ela vem cada vez mais raramente.<br /><br />Claro que me dar conta das coisas não garante que eu consiga mudar imediatamente. O que tenho tentado é regular, equilibrar. Quem me conhece sabe que não sou um poço de calma e serenidade (não era antes, não sou agora). A única diferença é que eu escolhi conscientemente parar de fumar, por isto estou tranquila com esta decisão. Também não sou a pessoa mais disciplinada do mundo, mas tenho me esforçado para fazer as coisas acontecerem.<br /><br /><div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"><a href="http://1.bp.blogspot.com/-l9YWn1nyKGI/T4iPti4w2eI/AAAAAAAAFCQ/P_flaL3PjzA/s1600/guard.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"><img border="0" height="400" src="http://1.bp.blogspot.com/-l9YWn1nyKGI/T4iPti4w2eI/AAAAAAAAFCQ/P_flaL3PjzA/s400/guard.jpg" width="400" /></a></div><br /><br />Isso é sempre importante lembrar: nunca é fácil mudar nada, porque com o cigarro seria diferente? Mesmo com medicação, seja durante ou depois, vai ter algum sofrimento, o que não significa que a gente tenha que desistir ou não se esforçar: ao contrário, temos que tentar ainda mais. Mas tentar de coração. Nem sempre a gente consegue, claro, mas antes de desistir ou "cair em tentação" é importante que a gente pare e se questione: - fiz tudo, tudo, tudo que eu podia? - esse é o meu limite?? Eu fiz essas mesmas perguntas para mim mesma várias vezes. Confesso que quando aqueles três minutos de crise de abstinência psicológica batem eu ainda me pergunto a mesma coisa.<br /><br />Tentar mais faz com que nossos limites sejam ampliados. Isso fica bem claro no esporte. Comecei correndo um minuto e bem leve, hoje corro 20 min com alguns sprints. E, da mesma forma que no esporte, a sensação de conseguir se superar te deixa feliz, sempre mais feliz.<br /><br />Fundamental também é querer tentar. Não é papinho de autoajuda barata: a gente tem que minimamente querer algo para conseguir. Desejo e esforço juntos são praticamente imbatíveis. Milagres só acontecem quando a gente também faz a nossa parte. É assim em toda a história de superação.<br /><br />No início parece que fica tudo meio sem graça, a gente não sabe bem como se colocar no mundo, onde nos encaixamos, como é que faz para voltar a se divertir e ser feliz. É quase como aquela dor de cotovelo, levar aquela fora, que parece que a gente nunca mais vai voltar a sorrir de novo. Mas volta. Sempre volta. E a gente chega naquele ponto em que o passado recente parece uma memória distante, quase irreal.<br /><br />--------------------------------------------------------------------------------------------<br /><br />Aconteceu uma coisa legal que iluminou minha sexta. Inspirado por esse humilde bloguinho, um amigo leitor resolveu também vir pra internet tentar transformar sentimentos em palavras. Quer ler outro blog bem pessoal? Passa aqui no <a href="http://desabafododiva.blogspot.com.br/" target="_blank">Desabafo do Divã</a>.<br /><br /><i>O blog foi um importante aliado para Paula, quem sabe escrevendo, assim, sem os olhares críticos, sem os analistas de plantão, consiga desabafar mais. Pensar em voz alta e achar as melhores escolhas. Caminhar um pouco mais rápido nesse processo de autoconhecimento.&nbsp;</i><br /><br />Bem-vindo! Estamos todos prontos para estar contigo nesses momentos de desabafo.<img src="//feeds.feedburner.com/~r/PareiDeFumar/~4/3vePJIadnDs" height="1" width="1" alt=""/>Paula Corujahttps://plus.google.com/104451115331023050944noreply@blogger.com0http://www.eupareidefumar.com/2012/04/quando-o-passado-recente-parece-muito.htmltag:blogger.com,1999:blog-7842163565613209449.post-85990220774711229172012-04-12T15:49:00.000-03:002012-04-12T18:59:50.590-03:00Eu paro, tu paras, nós paramos juntosO maior retorno que esse blog tem me dado é algo que eu não tinha nem imaginado ser possível quando comecei a despejar aqui um monte me medos, sentimentos e ansiedades. O maior retorno, o mais legal, o mais fantástico são as pessoas que me procuram dizendo que tão parando de fumar inspiradas em mim e nessas mal traçadas linhas. Nunca imaginei que isso pudesse acontecer. E vocês não imaginam o tamanho da minha felicidade por isso!<br /><br />E aí que ontem uma amiga queridíssima e danada de bacana (e magra) tomou a decisão de parar também. Agora assumi uma nova posição nesse processo: não sou eu quem sofre mais, agora sou eu quem apoia. Hoje, primeiro dia dela - o primeiro dia é sempre o pior dos piores - tou junto vivenciando o choro, a mudança de hábitos, a ansiedade, aquela sensação de "não sei se vou aguentar", a tontura, a dor no peito. E essa sensação é terrível. A gente realmente acha que não vai aguentar. E é mais fácil ceder. Sempre. Por isso é tão difícil. Eu lembro de mim mesma. Quase cedi muitas vezes, exatamente do mesmo jeito que cedi quando diminuir antes.<br /><br />O que, neste caso, fez toda a diferença? Saber que não estou sozinha foi a principal. A segunda foi entender que, sim, sou forte pra dedéu! É isso que minha amiga está começando a entender. Cara, ela acha que não, mas eu sei que a guria tem uma força estupenda que ela esqueceu que tem. Mas tem. Tá ali. E ela tá vendo isso. E vai redescobrir isso. Do mesmo jeito que muita gente que lê esse blog, mas ainda não conseguiu começar esse mesmo desafio.<br /><br /><div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"><a href="http://4.bp.blogspot.com/-5Lury1vgCNw/T4cf6Y6z8wI/AAAAAAAAFBU/a8QzU6PV1j0/s1600/ttt.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"><img border="0" height="300" src="http://4.bp.blogspot.com/-5Lury1vgCNw/T4cf6Y6z8wI/AAAAAAAAFBU/a8QzU6PV1j0/s400/ttt.jpg" width="400" /></a></div><br /><br />Hoje dei uma caixa de Nicorette para a minha amiga. Lembra quando falei deles <a href="http://pareifumar.blogspot.com.br/2012/01/nicorete-e-boooooom.html" target="_blank">aqui</a>? Engraçado ver que a reação é exatamente a mesma minha: nossa, isso é boooooooooooom! Ela também tava cética, mas os danados fazem efeito. Mesmo.<br /><br />O primeiro dia é sempre horrível. Mas ele termina. E na hora da vontade incontrolável a gente para, respira, toma água e respira de novo. Se continuar, masca um chicletinho. E assim seguimos. Quando minha dinda parou ela disse que não acendeu um cigarro no segundo dia de raiva por todo o sofrimento que passou no primeiro, que depois de toda a dor não ia colocar tudo fora. O que ela entendeu há 20 anos e eu há quase três meses é que a cada "não" que a gente consegue manter, a gente ganha um "sim, sou muito forte". A gente mostra pro nosso corpo quem é que manda, quem tá nesse volante. E é tri bom saber que somos nós.<br /><br />Para quem parou hoje, talvez isso não faça muito sentido. Mas espera um tempinho que vai fazer.<br /><br />E, Vanessa, tamo junto nessa! E, amiga, tu é foda, lembra sempre disso.<br /><br />Queridos leitores, tamos todos juntos nessa!<img src="//feeds.feedburner.com/~r/PareiDeFumar/~4/0EtbU3Mk48s" height="1" width="1" alt=""/>Paula Corujahttps://plus.google.com/104451115331023050944noreply@blogger.com0http://www.eupareidefumar.com/2012/04/eu-paro-tu-paras-nos-paramos-juntos.htmltag:blogger.com,1999:blog-7842163565613209449.post-68203939231191544882012-04-11T11:36:00.000-03:002012-04-12T19:00:12.055-03:00E com a irritação, a gente faz o quê?Quando eu tava na preparação para o grande dia, ficava bem apreensiva sobre o que fazer da irritação ao parar de fumar. Tinha muito medo de sair por aí com uma escopeta, matando quem por acaso atravessasse meu caminho. O cigarro meio que ficava de bengala pra essas situações: cansei de dar as costas e acender um &nbsp;quando a minha paciência acabava.<br /><br /><table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"><tbody><tr><td style="text-align: center;"><a href="http://1.bp.blogspot.com/-QoE6goA5Lx4/T4WWwpYAnUI/AAAAAAAAE_Y/N8nQjs2ENcE/s1600/dont.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"><img border="0" height="640" src="http://1.bp.blogspot.com/-QoE6goA5Lx4/T4WWwpYAnUI/AAAAAAAAE_Y/N8nQjs2ENcE/s640/dont.jpg" width="456" /></a></td></tr><tr><td class="tr-caption" style="text-align: center;">Praticamente um mantra!!!</td></tr></tbody></table><br /><br />O mais engraçado nesses mais de dois meses é ver que o que me irritava continua me irritando. Quem me conhece sabe que a paciência em diversas situações não é a maior das minhas virtudes. Mudei com o tempo, claro, mas continuo muito faca-na-bota com uma série de situações, preconceitos, falta de um mínimo de pensamento lógico.<br /><br />Sabe, tudo isso continua me irritando. Do mesmo jeito. A coisa não aumenta. A gente não perde a linha. Claro que na TPM sai de perto, mas é aquela coisa: para, respira, toma uma água. Vai passar. É sério. E essa sensação vale mais que qualquer outra irritação que venha a surgir no horizonte.<br /><br />Para. Respira. Toma água. Vai passar. Passou.<br /><br /><div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"><a href="http://3.bp.blogspot.com/-0YpGiqS3QhQ/T4WXOpWcw-I/AAAAAAAAE_g/cKOvMsDlMrs/s1600/mimimi.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"><img border="0" height="640" src="http://3.bp.blogspot.com/-0YpGiqS3QhQ/T4WXOpWcw-I/AAAAAAAAE_g/cKOvMsDlMrs/s640/mimimi.jpg" width="548" /></a></div><br /><img src="//feeds.feedburner.com/~r/PareiDeFumar/~4/B3u2cjzAgcc" height="1" width="1" alt=""/>Paula Corujahttps://plus.google.com/104451115331023050944noreply@blogger.com0http://www.eupareidefumar.com/2012/04/e-com-irritacao-gente-faz-o-que.htmltag:blogger.com,1999:blog-7842163565613209449.post-84983315088562767452012-04-06T10:23:00.001-03:002012-04-12T19:00:38.007-03:00Exercendo o poder sobre a própria janelaAqui no sul tá começando a ficar friozinho. Friozinho mesmo. Uma das coisas que tenho adorado agora que parei de fumar e que a temperatura começa a baixar é poder fechar a janela de casa. Parece simples e bobo, mas era um poder que eu não tinha antes.<br /><br /><div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"><a href="http://3.bp.blogspot.com/-dz1r1rFUECY/T37tRmTtIiI/AAAAAAAAE7k/0ofGDkO0CX0/s1600/janela_stgilgen.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"><img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/-dz1r1rFUECY/T37tRmTtIiI/AAAAAAAAE7k/0ofGDkO0CX0/s1600/janela_stgilgen.jpg" /></a></div><br /><br />Mesmo tendo sido uma fumante pesada (cerca de 2 carteiras por dia), nunca fui a maior fã do cheiro do cigarro. Acho que ninguém é, né? Por isso, mesmo no inverno, sempre mantive as janelas de casa escancaradas para poder fumar meus 40 cigarrinhos por dia. Nunca suportei muito bem a ideia de fumar em um lugar completamente fechado. Por isso ficava lá na sala de casa no inverno tiritando de frio, mas fumando meu cigarrinho. Muitas vezes as visitas faziam cara feia, mas ninguém queria ficar num lugar de janela fechada com a fumante a todo vapor.<br /><br />Agora que completo 2 meses e 15 dias sem cigarro me alegro de poder assumir o controle sobre as minhas janelas de volta. Adoro pensar que quando estiver muito mais frio do que está agora vou poder simplesmente levantar e fechar a janela sem peso na consciência nenhum, já que o cheirinho da minha casa agora é limpo, bom, receptivo!<br /><br />E vocês, como andam?<br /><br />Tamo junto, hein?<img src="//feeds.feedburner.com/~r/PareiDeFumar/~4/1L3dFGPuC1U" height="1" width="1" alt=""/>Paula Corujahttps://plus.google.com/104451115331023050944noreply@blogger.com0http://www.eupareidefumar.com/2012/04/exercendo-o-poder-sobre-propria-janela.htmltag:blogger.com,1999:blog-7842163565613209449.post-53750012538664960342012-03-30T12:27:00.001-03:002012-04-12T19:01:14.376-03:00Responsabilidades e dicasNinguém é invencível. Ninguém é obrigado a ser forte o tempo inteiro. Ninguém precisa fazer tudo sozinho. Ninguém precisa trilhar os mesmos caminhos que os outros já trilharam.<br /><br />Desde que decidi começar este blog, desabafando, contando minhas agruras, assumi novas responsabilidades. Responsabilidades que tenho adorado, mas que ao mesmo tempo pesam. Recebo emails de várias partes do Brasil, e até Portugal, de pessoas que contam suas histórias, suas angústias. Elas dividem comigo isso e eu me sinto lisonjeada em poder ser parte. Ao mesmo tempo, me pedem conselhos sobre o que fazer para não acender o próximo cigarro. Tem gente que coloca em mim a responsabilidade de não acender o próximo - e essa é a parte que me assusta.<br /><br /><div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"><a href="http://3.bp.blogspot.com/-IANroukBYH8/T3XRZBtUZtI/AAAAAAAAE40/iz9CschKZ3k/s1600/normal.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"><img border="0" height="396" src="http://3.bp.blogspot.com/-IANroukBYH8/T3XRZBtUZtI/AAAAAAAAE40/iz9CschKZ3k/s640/normal.jpg" width="640" /></a></div><br /><br />Eu não tenho fórmula secreta. Não existe fórmula secreta. A maneira com a qual as pessoas lidam com seus medos, vontades e ansiedades muda de cabeça pra cabeça. Aqui eu conto o que eu fiz, o que eu vi, o que eu senti. Ninguém precisa fazer o mesmo, de forma alguma. Se o tranco tá muito duro e o fardo muito pesado, vai ao médico e pede um medicamento. Eles não são a solução definitiva, mas nos ajudam naquele empurrão inicial. As dicas existem e a gente tenta seguir se ajudando. O que eu fiz e faço:<br /><br />- tomo água (muita água)<br />- paro e respiro fundo<br />- arrumo outra coisa pra fazer (já aconteceu de começar a fazer faxina às 2h, mas logo cansei, esqueci o cigarro e dormi)<br />- como pepino em conserva (ou palmito, ou minimilho, ou ovo de codorna)<br />- chiclete de nicotina (o danado é bom!)<br />- chiclete comum - é o que tenho usado no momento<br />- ter sempre um lápis ou caneta na mão pra quando der falta do danado entre os dedos<br />- cigarro eletrônico (merece um post a parte. não é bem igual, mas disfarça)<br />- narguilé - não fumo, mas tem gente que aproveita pra matar a vontade de fumaça com aqueles fumos de frutas. Como é forte, o fumo é caro e o aparelho pouco prático, acontece do povo usar só vez que outra<br />- adesivo - não usei, mas dizem que o efeito é parecido com o chiclete. só cuidem com a quantidade, pois é bem perigoso.<br /><br />Mas lembrem-se: se o sofrimento for demais mesmo, não hesite em procurar um médico e conseguir mais ajuda nessa parada!<br />Tamos aí!<br /><br /><br /><img src="//feeds.feedburner.com/~r/PareiDeFumar/~4/kAgECtkKgOs" height="1" width="1" alt=""/>Paula Corujahttps://plus.google.com/104451115331023050944noreply@blogger.com0http://www.eupareidefumar.com/2012/03/responsabilidades-e-dicas.htmltag:blogger.com,1999:blog-7842163565613209449.post-60936495061035536182012-03-28T12:26:00.000-03:002012-04-12T19:01:39.818-03:00Qual seria a desculpa perfeita para voltar a fumar?Nem sempre a vida é um mar de rosas. Nem sempre a gente acorda alegre. Nem sempre as coisas acontecem como queremos. Nem sempre somos felizes e confiantes. Nem sempre as coisas dão certo. Ontem fiquei pensando: o que seria ruim o bastante para me dar motivo suficiente para voltar a fumar?<br /><br />Uma queridíssima amiga disse que voltou quando terminou com o namorado e a avó ficou doente. Isso me fez pensar em se existe sofrimento tão grande que justifique o retorno ao vício. Conheço muitas outras histórias de recaída: mortes, perdas, tristezas, estresses. Passamos por tantos momentos de vulnerabilidade que fica difícil até enumerar todos os possíveis.<br /><br />Sonhei que eu sofria muito. Isso me causava uma dor lancinante. Sensação de estar sem chão, sem vida, um grande vazio. Chorava muito. Sabe dor? Sabe vazio? Era isso. E me corroia. E quando eu acordei, o que mais estranhei em tudo que pensei enquanto sofria - e de tudo, tudo mesmo, passou pela minha cabeça - era que não havia pensado em acender um cigarro. Será que sou assim tão forte?<br /><br />Na biografia do <a href="http://www.bolsadepandora.com/2012/01/um-livro-para-semana-autobiografia-eric.html" target="_blank">Eric Clapton</a> (quem não leu ainda, corre) ele fala muito sobre as múltiplas desintoxicações. Ele conta que na saída de uma reunião do AA, a reunião em que ele falava sobre a morte do filho Connor - que tinha 4 anos e caiu da sacada do apartamento - uma mulher veio falar com ele. Ela disse que o fato dele ter permanecido sóbrio após a morte de um filho acabava com a única desculpa que ela guardava para si, internamente, para voltar a beber.<br /><br /><div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"><a href="http://4.bp.blogspot.com/-jLoldZD-tW4/T3MtHmf_pyI/AAAAAAAAE2s/4ntbxBNffyo/s1600/SNN0304A_154876a.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"><img border="0" height="400" src="http://4.bp.blogspot.com/-jLoldZD-tW4/T3MtHmf_pyI/AAAAAAAAE2s/4ntbxBNffyo/s400/SNN0304A_154876a.jpg" width="307" /></a></div><br /><div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"><a href="http://2.bp.blogspot.com/-f85dVeP6Gxw/T3MtM4KxKxI/AAAAAAAAE20/yean3zA4OcA/s1600/eric-clapton-autobiografia.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"><img border="0" height="400" src="http://2.bp.blogspot.com/-f85dVeP6Gxw/T3MtM4KxKxI/AAAAAAAAE20/yean3zA4OcA/s400/eric-clapton-autobiografia.jpg" width="400" /></a></div><br /><br />Acho terrível sair julgando fraquezas. A dor tem um efeito diferente em cada pessoa. Mas é legal refletir se no fim é fraqueza, ou só desculpa interna, nossa, íntima, inconfessável, que guardamos pra matar a saudade do vício antigo. Acho que logo que a gente para de fumar essa lista é imensa. Aos poucos ela vai diminuindo, conforme vamos nos fortalecendo. Não sei. Mas no momento em que reli aquela frase, pensei a mesma coisa: não tenho mais desculpa nenhuma para voltar a fumar. And I feel fine.<img src="//feeds.feedburner.com/~r/PareiDeFumar/~4/-x7Wnvjhc6Y" height="1" width="1" alt=""/>Paula Corujahttps://plus.google.com/104451115331023050944noreply@blogger.com0http://www.eupareidefumar.com/2012/03/qual-seria-desculpa-perfeita-para.html